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  • Foto do escritorDiogo Braga Crônicas

TELETRANSPORTE (Crônica n°38)

Atualizado: 17 de abr. de 2021

O teletransporte é objeto de devaneios científicos e ficcionais desde... não sei quando. Muito tempo! É algo que não existe, mas habita o imaginário popular fomentado por livros e filmes de ficção científica. O teletransporte está alí, pau a pau, quase tão desejado quanto a viagem no tempo, mas eu tenho que confessar um segredo: aqui em casa existe teletransporte!


Meu primeiro contato com o teletransporte foi na época da juventude, quando me teletransportei de uma festa para casa. Em um momento eu estava a noite bebendo um goró e no outro estava acordando na minha cama já de manhã. Este tipo de teletransporte eu não recomendo a ninguém, pois o processo gera como efeito colateral horas de muita dor de cabeça e, por vezes, enjoos intermináveis. Mas depois de mais velho eu me deparei com outro tipo de teletransporte, muito mais afetuoso e que acontece quase que diariamente. Este eu recomento a todos.


De noite há toda uma rotina a ser seguida aqui em casa, nós, eu e minha esposa, damos a janta para nossa filha, brincamos um pouco com ela na cama, damos mamadeira, escovamos o dente, trocamos a fralda e colocamos ela pra dormir na caminha. Eu e minha esposa aproveitamos este tempinho pra ficar juntos até que adormecemos na nossa cama também. No início da noite dormimos confortáveis, sono limpo reflexo de muito espaço na cama tamanho queen size. De noite, BUUM! Acontece o teletransporte.


Minha filha aparece no meio da cama, dormindo entre mim e minha esposa. O espaço que era vasto fica escasso. Não há mais como virar de um lado para o outro e sou obrigado a dormir o resto da madrugada com um pezinho na cara ou um joelho na costela. Quem falar que teletransporte não existe está errado. EXISTE e eu não sei como desligar. Também não sei se quero.


Quando acordo e a minha filha já está lá, a manhã já fica melhor e estes momentos fizeram parte dos meus maiores devaneios quando a vontade de ser pai era só uma vontade. Faço questão de viver estes momentos na certeza que eles não são ficções, muito menos científicas, e que pouco importa se existe ou não viagem no tempo ou teletransporte, pois o presente é o único lugar que eu desejaria estar.

10/09/2020 (Crônica n°38)

Diogo Braga Crônicas



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No mais, meus votos de uma vida com gosto de açúcar nos lábios e até a próxima!

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