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  • Foto do escritorDiogo Braga Crônicas

O POMBO MORTO (Poema n°07)

Atualizado: 9 de abr. de 2021

Acordei de bom humor, tomei um banho revigorante e me lancei à rua.

Na calçada da esquina da minha casa me deparei com a morte.

O corpo de um pombo jazia imóvel no chão de pedra portuguesa.

Sempre pedra portuguesa.

Não é fácil se deparar com a morte de manhã.

É uma quebra de expectativa.

O sol nascendo.

Acidade ganhando vida como um recém-nascido dando seus primeiros suspiros.

As pessoas cheirosas, de banho tomado, roupas passadas.

E lá no chão o corpo sujo de um pombo de penas amassadas.

O rosto do animal era surpreendentemente humano.

Boca e olhos entreabertos tristes.

Talvez no instante antes do último suspiro tivesse realizado que nunca mais voaria.

Um momento mórbido logo de manhã que fez lembrar

que tudo é finito e que é sempre hora de voar.

24/05/2020 (Poema n°07)

Diogo Braga Crônicas


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No mais, meus votos de uma vida com gosto de açúcar nos lábios e até a próxima!




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